FLASH: Fred e os jogadores do Fluminense comemoram o fim do jejum de 19 anos sem ganhar a Taça Guanabara. A classificação para a final do Carioca dá maior tranquilidade ao até então desacreditado time das Laranjeiras, mas é nos bastidores que as coisas começam a se mexer. Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo
O Fluminense, quando poucos esperavam, despertou de um sono que era incompreensível - afinal, um elenco forte como o do tricolor não poderia mesmo ter aquelas atuações abaixo da média do início da temporada. Mas, na hora certa, derrotou o Vasco (até então com 100% de aproveitamento) por 3 a 1 e conquistou a Taça Guanabara - o que não acontecia desde 1993 - e assegurou vaga na final do Campeonato Carioca, que não ganha há sete anos.
Porém, mais uma vez, os clubes do Rio amargaram um prejuízo tremendo fora de campo. Não por acaso: há muito tempo, os campeonatos estaduais em geral - e o Carioca em particular - não vêm convencendo quanto ao nível técnico. No Rio, dezesseis times disputam a Primeira Divisão - grande parte dos doze pequenos, times montados por empresários que são desmantelados tão logo a competição termine. Um ou outro médio ou pequeno pode dar trabalho, mas no final das contas a fraqueza destes compromete a competitividade. O campeonato, desta maneira, torna-se enfadonho de tal forma que nem mesmo os clássicos da primeira fase dão lucro.
Por isso, os quatro grandes iniciaram um movimento para que o número de times participantes diminua nos próximos anos. Assim, a competição poderá voltar aos tempos em que os grandes tinham um certo trabalho com os demais, já que os jogadores reforçam melhor todos os times do campeonato. Até 2007, eram doze os participantes, e o nível técnico, se já não era dos melhores, pelo menos não era tão ruim como é hoje. Em 2008, quando o número aumentou para dezesseis, é que a competição despencou de vez. Com a diminuição da quantidade de participantes, o Campeonato Carioca só terá a ganhar.
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