17.8.11

Déjà vu de 2010, agora em versão tricolor

FLASH: Os argentinos Lanzini e Martinuccio se apresentam como jogadores do Fluminense, sonhando em tomar o lugar de Conca no campo e no coração da torcida. Foto: Agência O Globo


Em 2010, primeiro ano do mandato da presidente Patrícia Amorim, o Flamengo vivia momentos de crise um ano depois de conquistar o título brasileiro. O ídolo e artilheiro Adriano (que sairia do clube no meio da temporada) faltava constantemente a treinos e se envolvia em inúmeras confusões extracampo - algo repetido por outros jogadores, como o seu colega de ataque Vágner Love e (principalmente) o goleiro Bruno. O time teve quatro treinadores no ano (Andrade - que seria demitido no final da primeira fase da Libertadores, em que o time não foi eliminado por muito pouco -, Rogério Lourenço, Silas Pereira e Vanderlei Luxemburgo), não ganhou nenhum título (foi vice-campeão carioca e eliminado nas quartas de final da Libertadores) e lutou contra o rebaixamento no Brasileiro até a penúltima rodada. Ao mesmo tempo, o Fluminense voava em campo no segundo semestre. Treinado por Muricy Ramalho, o tricolor acabou com o jejum de 26 anos sem ser campeão brasileiro, um ano depois de conseguir escapar de um descenso que parecia inevitável.


Um ano depois, porém, tudo parece se repetir agora no Fluminense, no momento em que defende o título nacional, no primeiro ano de mandato do presidente Peter Siemsen. O treinador Muricy Ramalho pediu demissão de maneira praticamente repentina, reclamando da estrutura do clube por todos os lados; o craque do time, o volante argentino Conca, foi vendido para o futebol chinês; o artilheiro Fred vive se metendo em confusões fora dos gramados; o time passou meses com um treinador interino esperando por Abel Braga (que estava no futebol árabe) como se ele fosse um Messias (nesse meio tempo, o time foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores e também foi vice-campeão carioca, mas sem passar das semifinais em nenhum dos dois turnos). Para piorar, o time não vem convencendo na defesa da conquista do Brasileiro, com mais derrotas que vitórias até o momento, e destoando um pouco da boa fase do futebol carioca.


Dificilmente o time será rebaixado, até porque nunca um detentor do título foi rebaixado no Campeonato Brasileiro. Mas, nos últimos anos, o Fluminense vem se especializando em quebrar paradigmas e detonar matemáticas, para o Bem e para o Mal. Nunca se sabe o que poderá acontecer se a crise nas Laranjeiras se aprofundar. Talvez seja a chamada Maldição da Copa João Havelange, vá saber... A esperança tricolor, contudo, é que o bom "ano seguinte" do Flamengo se repita no Fluminense em 2012.

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