
Na sua cruzada para dominar o futebol mundial a partir de 2015, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não mede esforços para demonstrar todo o poder que tem. Nem que para isso ele passe por cima de todas as leis, e zombe de tudo que se oponha a ele, como mostra entrevista dada por ele à revista Piauí.
Presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Teixeira se preocupa, desde o início, em ocultar possíveis falcatruas, como fica claro em suas intenções de dar totais poderes à FIFA e se vingar de notórios desafetos, como no caso da exclusão do estádio do Morumbi. Pior, ele nem esconde as intenções de levar isso até o final, como dificultar o trabalho de jornalistas que são contrários a seus métodos ditatoriais. Ele só aceita aqueles que o apoiam ou são impelidos a apoiá-lo.
É assustador imaginarmos o futebol mundial nas mãos de alguém como Ricardo Teixeira, que entrou nesse mundo de paraquedas, graças à influência do então sogro João Havelange, presidente da FIFA na época. Há tempos a organização que gere o futebol mundial é bombardeada por graves denúncias de corrupção, deixando toda a sua credibilidade na lama.
Por aqui, Ricardo Teixeira, mesmo sem nunca ter sido dirigente esportivo antes de 1989, quando assumiu a presidência da CBF, tem todo o futebol nas mãos, mandando e desmandando a seu bel prazer. Nós, passivamente, não fazemos nada para impedir que ele tenha, um dia, o mundo do futebol em suas mãos. As consequências de tanta leniência de nossa parte poderão ser as piores possíveis. Façamos o possível para impedir ou... estejamos preparados para o que certamente virá por aí.
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