
Na próxima semana, a FIFA deverá confirmar o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. O país é candidato único a sede da competição (pelo sistema de rodízio adotado pela entidade, será a vez da América do Sul, que não sedia o Mundial desde 1978), e parece ter agradado aos dirigentes da FIFA que visitaram o Brasil recentemente (veja o relatório oficial da CBF aqui).
Muitos cidadãos são contrários à confirmação do Brasil como sede, afirmando que temos problemas mais sérios para resolver - o que não deixa de ser verdade. Isto é reforçado pelo fato de que possa haver favorecimentos políticos com a construção de novos estádios ou reformas de vários outros. A recente realização dos Jogos Pan-Americanos, no Rio, é uma mostra disso, com o Estádio Olímpico João Havelange, construído especialmente para a competição, custando muito mais do que o preço original.
Por outro lado, há uma esperança com a iminente confirmação da FIFA, na próxima terça-feira: a seriedade da instância máxima do futebol em acompanhar os trabalhos de preparação dos países para sediar sua mais importante competição, como é praxe. A FIFA é extremamente exigente para que nada dê errado na organização de uma Copa do Mundo. Isso ficou ainda mais evidente com a decisão (posta em prática em 2001, na Coréia do Sul e no Japão) em organizar a Copa das Confederações, competição disputada pelas seleções campeãs continentais, no ano anterior ao Mundial e no mesmo país-sede, com a intenção de promovê-la como evento-teste. Além do mais, a FIFA não tem a, digamos, flexibilidade da ODEPA, por exemplo. Ou seja, tudo terá que ficar pronto, pelo menos, cerca de um ano e meio antes da disputa do Mundial. Nossos políticos podem não primar muito pela competência, mas eles certamente não quererão passar um vexame de proporções planetárias com uma falha organizacional...
A partir da próxima terça-feira, teremos sete anos para podermos, enfim, mostrar que somos capazes de fazer alguma coisa com maestria. No Pan, mesmo com todos os problemas, conseguimos organizar uma competição satisfatória. Na Copa do Mundo, obviamente, o grau de dificuldade será bem maior. Da semana que vem em diante, o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, juntamente com o Governo Federal, os governos estaduais e as prefeituras das cidades-sede, terá que estar concentrado 24 horas por dia, cuidando de toda a estrutura necessária. Até lá, prevalecerá o seguinte pensamento: ou vai, ou racha.
1 comentários:
Claro que vai. Será a copa ecológica. Lá fora conhecem aqui pela amazônia.
Abraços,
Postar um comentário